segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Chega de universidade gratuita!

No último domingo, fiz uma leitura da revista Veja da semana de 1º de outubro de 2009, cujo tema de capa era a questão de Honduras e as trapalhadas da diplomacia brasileira nestes quase oito anos de governo Lula. Mas a reportagem que mais me chamou a atenção foi sobre um tema bastante delicado, em que as autoridades deste país sempre relutam em falar: a qualidade do ensino no Brasil.

 

O professor da Universidade Stanford, Martin Carnoy, renomado especialista em educação, esteve recentemente no Brasil para fazer um detalhado estudo sobre o ensino brasileiro, mostrando seus problemas e apontando soluções possíveis.

 

Entre os temas do estudo citado na reportagem, um em especial me chamou a atenção e agradou àquele que vos fala neste momento: a questão da gratuidade universal nas universidades públicas brasileiras.

 

Entende-se por gratuidade universal a não cobrança de qualquer prestação mensal (leia-se mensalidades) por parte do aluno. Ao instituir tal princípio, a vontade do legislador era que os mais pobres tivessem pleno acesso às instituições públicas de ensino superior. Mas não é o que se vê na prática.

 

Segundo o especialista, o Brasil tem um dos custos mais altos para manter um estudante nas universidades públicas, em especial nas federais. Por causa da “gratuidade universal”, o custo dos estudantes é repassado à população em geral, que banca os estudos através do pagamento de tributos. O resultado disso é que os mais ricos, que fizeram o Ensino Médio em escolas particulares, entopem as instituições federais (por ter um nível de exigência um pouco maior) e simplesmente NÃO PAGAM NADA POR ISSO! Um absurdo!!!

 

Sem contar que as federais têm muitas carências de material e de corpo docente e não podendo dar uma remuneração mais atraente aos professores.

 

É por isso que defendo a cobrança de mensalidades nas universidades públicas para todos aqueles que têm condições de pagar (só ficariam isentos aqueles que não têm muitos recursos) como uma forma de melhorar os caixas das universidades, dando mais autonomia financeira e para o efetivo investimento em melhores condições de ensino, tanto nos recursos materiais quanto no quadro de professores, dando a possibilidade de trazer os melhores.

 

Nos países desenvolvidos, é assim que funciona. As universidades são pagas e os recursos obtidos são devolvidos através de um corpo docente qualificado e renomado.

 

Por isso, abraço de corpo e alma esta causa. Não é justo que o trabalhador que ganha salário mínimo e que paga com sacrifício seus impostos banque a educação dos mais ricos. Está mais que na hora de corrigir estas distorções. Chega de universidade gratuita para todos!!!

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